Dia 10 de outubro é dia de luta. É o Dia Nacional da Não Violência Contra a Mulher e a deputada estadual Fernanda Pessoa (PR) subiu a tribuna nesta terça-feira para pedir reflexão e atitude “Basta de machismo, basta de violência doméstica, agressão, discriminação, estupro, indiferença. Basta de opressão. É necessário que a sociedade reaja e denuncie. È necessário tratarmos o outro com respeito, com gentileza, com sensibilidade. O nosso papel de mãe é educar nossos meninos desde cedo e ensinarmos sobre o respeito às mulheres. Ensinar que meninos e meninas precisam de respeito igualmente” disse.

A parlamentar repercutiu números de pesquisas que comprovam aumento expressivo de mulheres agredidas física e verbalmente em todo o país, que com isso amarga a quinta colocação no ranking mundial em assassinatos de mulheres. Pesquisa da Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que a cada hora 503 mulheres são vítimas de violência e revela que ao menos 4,4 milhões de mulheres foram vítimas de agressões físicas no período de 2016 no Brasil. Outro dado importante de uma pesquisa inédita realizada pela Universidade Federal do Ceará em parceria com o Instituto Maria da Penha (IMP) mostrou que a mulher vítima de violência doméstica no Nordeste é Negra e pobre. O estudo Violência Doméstica e seu Impacto no Mercado de Trabalho e na Produtividade das Mulheres, avaliou também que a maioria das mulheres agredidas trabalham em serviços de embelezamento e cuidados pessoais. O levantamento comprova que os traumas pela agressão interferem diretamente no desempenho profissional das vítimas. No Ceará as denúncias de violência contra a mulher também aumentaram neste ano. Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, são, aproximadamente, 62 vítimas, a cada dia, denunciando situações que se enquadram na Lei Maria da Penha.

A parlamentar é autora de projetos pelos direitos das mulheres, como o que solicita a criação de um centro integrado de atendimento as crianças e adolescentes vítimas de agressão sexual; Criação da Casa de Acolhimento da Mulher Violentada; Fundo Estadual de Amparo a Mulheres Agredidas; a procuradoria especial da mulher entre outros.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Deputada Fernanda Pessoa