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A articulação é iniciativa da primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana, em reunião com integrantes do Poder Judiciário e STDS

Começou a atuação de equipe multidisciplinar formada por profissionais das áreas de Psicologia, Pedagogia, Assistência Social e do Direito na Unidade de Acolhimento Casa Abrigo, no Cristo Redentor. A unidade é mantida pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e atende 80 crianças na faixa etária de 0 a 12 anos. A atuação da equipe visa acelerar processos dos acolhidos. A estratégia de atuação foi definida em reunião no dia 11 de maio envolvendo o Gabinete da Primeira-Dama, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e a STDS.

A primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana, articulou os diferentes poderes para otimizar as ações a partir da visita à Casa Abrigo. “Fiquei sensibilizada ao visitar os abrigos do Estado. As crianças são bem cuidadas nas unidades de acolhimento, mas o lugar delas é com a família. E isso nos fez unir forças para agilizar os processos de adoção”, ressaltou, frisando as participações decisivas da presidente do TJCE, desembargadora Iracema do Vale e do titular da STDS, Josbertini Clementino.

A secretária executiva da STDS, Ana Cruz, apresentou os novos profissionais para a equipe da Casa Abrigo e passou as orientações do projeto-piloto que terá a duração de 180 dias. Além do Governo do Estado, o projeto conta com a parceria do Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público, município de Fortaleza e sociedade civil.

“Nós temos a proposta de junto com a equipe da Casa Abrigo agilizar os processos, seja o retorno dessas crianças para os lares ou a questão da adoção. A criança não pode permanecer no abrigo a vida inteira, então a proposta é agilizar a saída dessas crianças que algum momento veio para esse abrigo”, destacou Ana Cruz.

Atuação
Durante os seis meses serão realizadas duas visitas da equipe multidisciplinar por criança acolhida. A nova equipe vai acompanhar o cumprimento da execução do Plano Individual de Atendimento; verificar a documentação pessoal; acompanhar os processos na Vara da Infância e as avaliações do estado de saúde dos acolhidos, providenciando os encaminhamentos pertinentes quando necessário.

Além disso, a atuação envolve visitas às escolas para acompanhar o desempenho das crianças; desenvolvimento de atividades educativas e lúdicas dentro da instituição; avaliação da situação da família do acolhido e tomar as providências necessárias para promover o seu retorno ao convívio familiar com a maior brevidade possível. Quando necessário será realizado ainda o encaminhamento dos acolhidos à rede de proteção.

Os relatórios de avaliação elaborados serão encaminhados também para a autoridade judiciária e Ministério Público.