Canais de Amsterdam entram para lista de Patrimônios da Humanidade

Os canais do centro histórico de Amsterdã foram incluídos na lista de Patrimônios Culturais da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), cujo Comitê de Patrimônio está reunido em Brasília desde a última segunda-feira.

A decisão foi recebida com muita alegria pela capital holandesa, que tem os canais do século XVII como símbolo. Com o reconhecimento, além do impulso para o turismo, a Unesco será responsável pelas obras de restauração e manutenção dos canais.

Com a incorporação, os canais de Amsterdã são o nono bem cultural holandês incluído na lista da Unesco, entre os quais também estão o Mar de Wadden, os moinhos do Dique Kinder, a Casa Rietveld-Schröder da cidade de Utrecht e a antiga Linha de Defesa da Cidade de Amsterdã.

A porta-voz da Prefeitura de Amsterdã Gehrels Alderman Carolien declarou à agência “ANP” que a cidade “encantada” com o reconhecimento “do valor cultural e histórico” dos canais.

Assinalou que a cidade é um “espaço para a criatividade, a diversidade e a mente sana”, e manifestou que a distinção é um “apoio importante”.

Acredita, além disso, que a designação vai atrair mais turistas “de todas partes do mundo” aos “pitorescos canais”, que para os estrangeiros representam a Holanda tanto quanto “os campos de tulipas e os moinhos de vento”, indicou.

A aceitação dos canais de Amsterdã como Patrimônio da Humanidade por parte da Unesco esteve vinculada a fortes exigências, e as vozes mais críticas temem que a cidade acabe se transformando em um museu a céu aberto.

O fundador do fórum de discussão “Ai!LoveAmsterdam”, Marko Van Kampen, manifestou à “ANP” seus temores de que este reconhecimento conduza a uma “maior regulação” que afete os negócios do centro histórico e que aproxime o perfil da cidade ao de Bruges (Bélgica) ou Salzburgo (Áustria).

Lamentou ainda o fato de cada vez serem permitidos menos terraços em torno dos canais, o que, segundo ele, espanta os turistas, e teme que a designação da Unesco introduza novas restrições.

A Associação de Amigos do Centro de Amsterdã, por sua parte, tem esperanças de que agora mais turistas visitem a cidade, interessados pela cultura e pelos museus, e não tanto pelos coffeeshops – estabelecimentos onde está permitida a venda e consumo de maconha – e pelos prostíbulos do Distrito da Luz Vermelha.

Deixa uma Mensagem

*